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Sofia,
06 de janeiro de 2005 - 1º edição
Editorial.
Fazer
nascer um novo jornal no micronacionalismo é muito simples, basta
um pouco de vontade, alguns trâmites burocráticos, alguns métis
para pagar o registro no caso de Sofia e alguma criatividade para
publicar os assuntos.
Se
parece fácil olhando por esse prisma, fazer o Sofia Post foi mais
fácil ainda, principalmente pela experiência que o grupo de jornalistas
e editores acumularam durante o tempo em que trabalhavam
para Gustav Graves e para Manoel Augusto.
Tivemos ainda uma ajuda valiosa, uma nova conquista sofista que
foi Mila Ribas, companheira competente em suas análises sobre os
problemas sofistas e que faz sempre uma crítica ferrenha do status
quo.
Além
dela, temos em nossos quadros o atual Premier Marcelus Silva, pessoa extremamente indicada para dirigir os
assuntos para os pontos realmente importantes de nosso principado.
Uma
equipe assim é o sonho de qualquer empresa editorial, principalmente
em um momento em que todos dizem que o micronacionalismo está em
crise. Se estiver, por aqui não percebemos ainda, ou ela só existe
na cabeça daqueles que teimam em olhar para o passado com saudade,
ignorando os desafios futuros.
Felipe Fonte deixa
o Principado de Sofia.
Em
carta aberta à população sofista o Arquiduque de São Lourenço
e ex-príncipe sofista anuncia sua saída do principado "Durante
muito tempo pensei o quanto esse momento seria doloroso, mas
agora percebo ser muito pior. E é com enorme tristeza que constato o
fato de que já não há mais espaço para um velho em Sofia".
A
longa carta relata seu passado de muitas realizações e de seu ressentimento
pela ausência do Príncipe Casagrande I, que há vários dias está desaparecido,
e pelo fato de Sofia nunca ter se transformado em uma república.
Cita
ainda o problema do grande número de mensagens geradas na lista
nacional e dos assuntos "com conteúdos absolutamente inúteis".
A
este editor parece que a saída de Felipe Fonte reforça uma tese
pessoal; a de que a era dos advogados está diminuindo e que
a nova geração de micronacionalistas terá que aprender a se virar
sem a contribuição intelectual destes que criaram tudo o que está posto.
Minha
tese se baseia em um artigo da Folha de São Paulo que trata
do micronacionalismo, dizendo que ele surgiu no Brasil dos
bancos da escola de direito da PUC do Rio de Janeiro. Acredito
que de lá para cá, as nações foram tomadas por alunos e profissionais
de outras áreas, afugentando os advogados e diminuindo a importância
das discussões relacionadas ao direito e às teorias de formação
dos estados nacionais.
O
momento é delicado para Sofia, certamente teremos novidades nos
próximos dias.
Desejamos
a nosso amigo Felipe Fonte, pessoa que admiramos profundamente, toda
a sorte do mundo e que em breve possa retornar ao nosso convívio.
Festas de Final de
Ano emocionam população sofista.
Depois
de um ano cheio de alegrias, tristezas, brigas e algumas decepções
o principado de Sofia parou para ver a banda passar.
Com
uma programação de "encher os olhos" a comunidade sofista fiou
pasma com a habilidade do mestre de cerimônia Valentim da Costa
em organizar, comandar e descrever todos os eventos que alegraram
a nação.
De
um pedido feito por S.A.R. Casagrande I, as autoridades e empresários
sofistas se mobilizaram e fizeram a festa acontecer.
Bem
próximo ao dia de Natal aconteceu um baile no palácio de Cratos,
no dia de Natal houve uma confraternização na lista nacional.
Para
comemorar o novo ano que surgiu os sofistas puderam participar
da festa no iate Victory I e assistiram às festas de fogos de
Speech Beach, Apuelo. Após as comemorações assistiram a cerimônia
de Troca das Lentes do farol de West Point.
Certamente
as festividades de final de ano emocionaram o povo sofista.
Novos eleitos
são recebidos com muita expectativa.
A
eleição de Sofia chegou ao fim sem nenhuma surpresa.
Marcelus Silva, Karen Ch´ing e Marcus Machachlan foram eleitos
Premier, Governadora de Apuelo e Governador de Nouvelle Quebéc
respectivamente. Em Fanes as coisas melhoraram para o PR que
somou mais uma cadeira à sua bancada, agora com três membros
ao invés de dois do período anterior.
A
grande expectativa fica por conta do fato de os novos governos
terem sido eleitos sem concorrência e de comum acordo entre os
partidos, isso dá a entender que todos concordaram com as pessoas
que estão hoje no pode. Dessa forma, todos tem o compromisso
de não decepcionar a população sofista e de conseguir muito mais
pelo principado que os governos anteriores, que sofreram forte
oposição.
Entrevista: S.A.R.
Raul Markotos III
Desde
que conheci os trabalhos de Raul Markotos fiquei com aquela curiosidade
típica dos fãs em conversar com ele e mostrar minha admiração
pelos seus trabalhos.
Após
minha breve estada em Pathros, a curiosidade de conhecer a pessoa
que tão bem construiu aquela nação aumentou ainda mais.
Investido
deste interesse pessoal, parti em busca deste ex-micronacionalista
que tanto nos encantou com seus trabalhos. Encontrei-o nas praias
de Petra, capital do Arquiducado de Tolond (Ilha de Tolond),
em Pathros, tomando vinho tinto suave da Vinícola Logos e curtindo
sua aposentadoria precoce.
Com
toda a sua simpatia e sabedoria ele me concedeu esta entrevista:
Sofia Post - S.P.: Em que período esteve entre os sofista?
Raul Markotos III - R.M.: Exatamente um ano, entre 20 de
setembro de 2002 a 20 de setembro de 2003.
S.P.: Qual
sua impressão do Principado de Sofia no período que esteve
lá?
R.M.:
As melhores possíveis. Não sai por causa de divergências, mas
sim, porque eu já tinha o projeto de Pathros antes mesmo de entrar em Sofia. Minha permanência foi muito
boa, pois com exceção do Judiciário, trabalhei em todos os setores,
inclusive como regente responsável pela transição entre SAR Felipe
Fonte e SAR Casagrande I ao trono de Sofia. Eu mesmo havia sido
sondado para ser o Príncipe Monarca de Sofia, mas recusei abertamente,
pois Pathros era o meu propósito, e todos sabiam disso. SAR Casagrande
ascendeu ao trono, e na semana seguinte eu sai para Pathros.
Sai com sentimento de desejo realizado.
S.P.: Que cargo
você exercia quando desenvolveu o site de Sofia?
R.M.:
Eu era o Ministro do Desenvolvimento, do governo do então Premiê,
Jorge Casagrande, Secretário da Habitação de Nouvelle Quebéc,
e Rei-das-Armas de Sofia.
S.P.: Em que
se inspirou para construir a página de Sofia na Internet?
R.M.:
Num site de games dos EUA.
S.P.: Você ainda
tem o site antigo?
R.M.:
Tenho vários sites antigos de Sofia. Na realidade, acho que sou
o único que tenho todos os sites antigos de Sofia, inclusive
os primeiros provinciais.
S.P.: O
que te levou a sair de Sofia e fundar Pathros?
R.M.:
Um ideal. Na realidade eu entrei em Sofia para pegar experiência
micronacional. As autoridades da época sabiam disso, inclusive
em meu 1º e-mail em Sofia eu dissera que estaria saindo para
outra micronação em
breve. Esse "breve" demorou mais que eu imaginei, mas foi proveitoso
pra mim. Pathros já estava concebido na minha cabeça antes mesmo
de entrar em Sofia, mas um amigo micronacionalista, o Lúcio Costa
Wright (de Orange), me aconselhou a pegar experiências primeiro.
Minhas primeiras idéias de Pathros tinham muito de romantismo
literário (tipo vida dos velhos continentes), e em Sofia eu aprendi
a ser micronacionalista prático.
S.P.: Quanto tempo
ficou como o Rei de Pathros e quais suas impressões sobre a
nação?
R.M.:
Fiquei como Rei exatamente um ano também, entre 20 de setembro
de 2003 a 20
de setembro de 2004. Minhas impressões foram as de que para
se Governar ou reinar uma MN sadia, é necessário ter
muito tempo disponível. Infelizmente, a minha vida profissional
começou a requerer mais do meu tempo vago justamente duas semanas
antes de fundar Pathros. Vejo muitos reis micronacionais ausentes,
e com isso afundando as MN's aonde reinam. Se um MN é rei,
mas sua vida macro lhe impede de ser um Rei presente, digo que
ele deveria ter hombridade suficiente para abdicar do trono e
passa-lo para outro. Tanto penso assim, que eu mesmo assim o
fiz.
S.P.: Porque
abdicou do trono e o deixou para Carmelo Logos?
R.M.:
Porque literalmente não tinha mais tempo para ser micronacionalista.
Minha profissão me exigia cada vez mais dedicação de tempo para
isso. Sou web-designer e gasto em média 14 horas diárias de trabalho
em frente ao computador. Não tinha mais condições de justamente
nas horas vagas retornar ao mesmo computador para ser micronacionalista.
Era questão até saúde física envolvida. Deixei o trono de Pathros
para o Carmelo porque ele mostrou que tinha captado o espírito
do micronacionalismo que almejei para Pathros. Se o Carmelo não
estivesse mais em Pathros, eu a teria "fechado". Quem funda uma
MN sabe que uma MN não é sua, pois é do povo, mas o mesmo fundador
sabe o quão penoso é ver uma MN mudar completamente de rumo.
Se eu visse que Pathros fosse mudar de rumo completamente, eu
certamente a teria "fechado", pois como o regime de governo era
absolutista, então a era permitido para fazer isso. Achei
por bem manter Pathros "viva", e passei o trono para outro.
S.P.: Tem
interesse em voltar a alguma micronação ou sua decisão de abandonar
o micronacionalismo é definitiva?
R.M.:
Se eu voltar, certamente será para Pathros. Não consigo me imaginar
um MN fora de Pathros. Em Pathros ainda sou S.A.R. Raul Markotos
III, Arquiduque de Tolond. Não digo que nunca retornarei, pois
ainda espero poder ter a vida profissional mais abrandada para
me dar tempo livre, e assim poder retornar à minha
amada Pathros.
S.P.: Você se
interessaria em desenvolver atividades micronacionais sem entrar
em listas de micronações?
R.M.:
Sim. Se eu encontrar tempo para isso, ainda penso em retornar
na condição de artista heráldico micronacional. Fundei a Corte
Heráldica de Sofia, a Real Academia Heráldica de Pathros, e a
Faculdade de Artes de Pathros. Sempre tive idéia de ajudar a
comunidade micronacional, principalmente aquelas que necessitam
de arte heráldica. Em meu tempo como micronacionalista desenvolvi
arte heráldica para mais de 10 MN's, e mais de 20 web-sites,
que totalizam mais de 500 páginas, entre as quais o site de Pathros
[ www.pathros.org ], Sofia [ www.sofia.pro.br ], Corte Heráldica
de Sofia [ www.chs.sofia.pro.br ], Alto-Reino
[ www.altoreino.org ], etc.
S.P.: Gostaria
de fazer alguma consideração ou deixar algum recado para o povo
sofista?
R.M.:
Ainda considero Sofia a minha pátria-mãe. Não tenho mais notícias
de lá tanto como também não tenho notícias de Pathros, pois literalmente
sai do MN. Independentemente de como Sofia esteja, ela sempre
será lembrada e respeitada por mim como um marco na minha vida,
e até mesmo na vida macro. Por causa do MN eu aprendi até a ver
importância na minha vida como cidadão do Brasil, e foi Sofia
quem me despertou pra isso. Mas eu gostaria de ressaltar uma
coisa que infelizmente não é só em Sofia que existe, e que acho
que trava um desenvolvimento sadio do MN (que pode muito bem
ser considerado um hobby educacional), que são as brigas oriundas
de egoncentrismos exagerados. Tem muita gente brigando só pelo
prazer de brigar. Não estão no MN para contribuir. Entraram pra
colocar lenha na fogueira. Creio que, infelizmente, 40% das forças
que gastamos no MN são em vão, brigando sem propósito algum.
Em todas as MN têm isso, numas mais, noutras menos, e nenhuma é perfeita,
mas já que a pergunta é sobre dar recado aos cidadãos de Sofia,
então o que tenho a dizer é isso: se você não tem propósito maduro
para o MN, saia para sites de comunidades de RPG, ou sobreviva
somente de Orkut.
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